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caneta-lema

"A persistência é a virtude da tenacidade; é, por outro lado, a severa coragem para enfrentar dificuldades e resistir ao desânimo diante dos contratempos."

É muito comum um taquígrafo recém-empossado pensar que a prática diária de taquigrafar oradores em plenário vai fazer a sua velocidade taquigráfica aumentar.

Na verdade, isso não acontece, pois não existe relação de causa e efeito entre o ato de taquigrafar de per si e um acréscimo na velocidade.

Poderíamos comparar o taquígrafo taquigrafando em plenário ao pianista tocando em um concerto.  O pianista, nesta ocasião tão especial, exibe a eficiência, a destreza e a habilidade já adquiridas em horas e horas de estudo, de aplicação, de exercitação, de treino.  A magnífica execução, o desempenho primoroso, a fluência admirável, o prodigioso domínio de um pianista, são frutos de trabalho diário, incessante e incansável – executado previamente em casa.

O pianista – é preciso repetir e enfatizar – vai exibir, no concerto, uma proeza já adquirida, já conquistada!

Com o taquígrafo acontece o mesmo.  O “concerto” do taquígrafo é o ato de taquigrafar oradores.  O desempenho, a fluência, a proficiência, estão em relação íntima e direta com o treinamento constante, sistemático, repetitivo, dos ditados progressivos de velocidade, feito, de modo cuidadoso e dedicado, em casa. 

Quanto mais o taquígrafo treina ditados de velocidade; quanto mais repete palavras de difícil traçado (eliminando, destarte, as hesitações mentais na hora de taquigrafar!); quanto mais assimila os sinais convencionais; quanto mais obtém o automatismo grafomotor conseguido exatamente com ditados graduais de velocidade; melhor será o desempenho, a precisão e a fluência na hora de taquigrafar oradores.

Através do estudo aplicado de ditados com velocidades progressivas, o taquígrafo habitua o cérebro ao trabalho de análise e síntese, de construção instantânea dos sinais, de execução gráfica desembaraçada, desenvolta, sem hesitação.

A cada novo patamar de velocidade que se galga, novas sinapses são formadas no cérebro.  Daí a necessidade de um estudo concentrado e prolongado de cada velocidade, exatamente para dar tempo para a formação das novas sinapses. 

Esta relevância dada ao cérebro é muito importante, pois, como afirmam Nataletti, Gregg e Galletti, “estenografa-se com o cérebro, não com as mãos”.  De fato, é no cérebro que os sinais taquigráficos são formados, antes de serem grafados no papel.

Lembro-me de quando comecei a trabalhar como taquígrafo da Alerj.  Era praxe, no Departamento de Taquigrafia, ver um taquígrafo ditando um ditado de velocidade para outro taquígrafo.   O treino de velocidade entre os taquígrafos era um costume arraigado!  E era cena bonita de ver: exímios taquígrafos desejosos de ficarem mais exímios ainda!

Durante minha vida profissional como taquígrafo, criei o seguinte hábito: todos os dias, após o café da manhã, sentava-me à escrivaninha para treinar ditados de velocidade.  Taquigrafava, repetidas vezes, as palavras de difícil traçado daquele ditado, repetia à exaustão os sinais convencionais, e “digeria” o mesmo ditado durante uma semana.  Na semana seguinte, ocupava-me com outro ditado.

Mesmo com o advento do gravador, que veio facilitar imensamente o árduo trabalho dos taquígrafos, continuava a treinar velocidade diariamente.  O gravador tornava-se, então, um aliado, por ser uma ferramenta importante na aquisição da velocidade, na medida em que é um “professor que não se cansa de repetir o mesmo ditado”!

Outra grande virtude do gravador é auxiliar na correção do texto traduzido de cada ditado taquigrafado.  Taquigrafamos um ditado, traduzimos e conferimos, pela gravação, o texto traduzido.  Assim, sabemos quantas palavras foram perdidas, quantas mal traduzidas.  E, desta forma, o gravador vai cumprindo mais uma função magistral, como a de ser grande e incomparável coadjuvante no aperfeiçoamento do taquígrafo!

Treinar ditados, treinar palavras, treinar sinais convencionais, e treinar “ditados de resistência”, eis o segredo para alavancar e turbinar a velocidade taquigráfica! 

 “Ditados de resistência” são ditados com velocidade menor, mas de duração maior.  Ditados de dez, quinze, vinte, trinta minutos!  Esses ditados, além da “resistência” que dá ao taquígrafo para taquigrafar durante um largo espaço de tempo, têm a função colateral de “aperfeiçoar” o próprio ato de taquigrafar, oferecendo, ao taquígrafo, a oportunidade de uma “administração” mais cuidadosa e esmerada do grafar os sinais taquigráficos no papel, bem como um “controle” mais exato do tamanho e da perfeição dos sinais, vale dizer, sem deformação dos sinais.

A perfeição dos sinais, mesmo taquigrafando em altas velocidades, é uma necessidade imperiosa que todo taquígrafo profissional deve cultivar, pois, como se costuma dizer, de nada adianta ser “velocíssimo” se não for “legibilíssimo”!

Por fim, para fechar a nossa tese, podemos afirmar – baseado na experiência que tivemos ao longo dos anos - no que tange ao aumento da velocidade taquigráfica, mais valem três meses de treinamento técnico, como acima acabamos de detalhar, do que dez anos de plenário!

 

waldir cury

Prof. Waldir Cury

 

Curso de Taquigrafia

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